Vai financiar? Confira a mudança nas regras antes de fechar negócio

Vai financiar? Confira a mudança nas regras antes de fechar negócio

Para quem está com planos de fazer o financiamento imobiliário, é preciso atenção. Recentemente, as regras para quem não paga as prestações em dia ficaram mais rigorosas e podem causar graves problemas à saúde financeira familiar.

A partir de agora, o mutuário pode perder o imóvel após a terceira parcela atrasada, e ainda continuar com dívidas. Isso porque o banco, ao tomar a propriedade para leilão e a venda não conseguir chegar ao valor de quitação, irá cobrar do mutuário o valor em aberto. Antes, o indivíduo ficava isento em relação ao valor remanescente da dívida.

Com isso, o indivíduo pode ter seu nome negativado junto aos órgãos de proteção ao crédito (Serasa, SPC e Poder Judiciário), ocasionando problemas para alugar um imóvel ou obter qualquer outro empréstimo.

A quantidade de casas tomadas pelos bancos é alta. De acordo com um levantamento da Caixa, que concede cerca de 70% do crédito imobiliário do país, o total de imóveis retomados é de 11,5 mil. Até dezembro, a estimativa é de que o número aumente para 15,8 mil imóveis.

Quem está com as parcelas atrasadas, é preciso ir em busca de alternativas para recuperar o fôlego e reorganizar as finanças para não perder seu imóvel. Confira algumas dicas para fazer o quanto antes uma negociação.

Procure renegociar suas dívidas

Antes de ser notificado sobre o leilão do imóvel, o mutuário pode recorrer à renegociação junto ao banco, que pode oferecer condições flexíveis para você conseguir fazer o pagamento dos atrasados. O banco não é obrigado a aceitar uma nova negociação, mas vale conversar e tentar todas as alternativas antes de ficar negativado.

Por se tratar de um contrato longo, que pode chegar a até 360 meses, os imprevistos podem acontecer ao longo de sua vigência, e por isso vale uma conversa franca com o gerente para encontrar novas alternativas para que a parceria continue em dia.

Tente o FGTS

Em casos mais complicados, o Fundo de Garantia pode ser uma boa alternativa. Verifique a possibilidade de utilização para amortizar o saldo devedor ou até mesmo diminuir as prestações. No entanto, há um intervalo entre as utilizações que precisa ser respeitado: se você utilizou o FGTS no momento da compra do imóvel, só poderá usufruir desse recurso após dois anos.

Para as parcelas vencidas, o saldo do Fundo de Garantia só pode ser utilizado para quitar 80% do valor atual. Se você consegue arcar com os outros 20%, vale optar pela solução.

Transfira a dívida

Outra forma de resolver o problema é tentar transferir a dívida para outra instituição bancária, que pode até oferecer melhores condições de pagamento. Essa opção é uma das mais complicadas, pois a portabilidade de crédito imobiliário costuma ser mais complicada. Avalie com cautela e veja se vale a pena no seu caso.

Vender ainda é uma solução

Pode não ser a solução que você mais deseja, mas a venda do imóvel trará mais vantagens do que vê-lo ir ao leilão. A venda vai simbolizar a quitação do financiamento e trará mais confiança para ir em busca do próximo imóvel.

Vale sempre entender a real situação financeira da família e fazer uma análise completa das despesas. Assim, você conseguirá tomar a melhor decisão e retomar sua segurança e tranquilidade.

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